Passado, presente e futuro das baterias de celular

Quem não lembra dos famosos “tijolões”, os celulares que tínhamos no começo dos anos 90. Se achamos que as baterias dos celulares duram pouco, imagina as daquela época. O problema dos nossos aparelhos hoje é a quantidade de aplicativos que utilizam-se da energia para funcionar, mas a evolução dos materiais e processos para a fabricação das baterias tem crescido consideravelmente nas últimas duas décadas.

 

Vamos começar do começo: pra que serve a bateria?

Ela nada mais é do que uma fonte de energia portátil. Quando carregamos a bateria na corrente elétrica, ela armazena uma quantidade limitada de energia que, quando conectada ao celular, transfere essa energia e transforma ela para o funcionamento do celular. Apresentamos aqui embaixo um resumo da postagem do site Lumia Conversations que explicou cada bateria.

 

NiCdNíquel-Cádmio ou bateria NiCd

A bateria foi utilizada no primeiro celular portátil da Nokia, lançado em 1987. Ela durava uma hora inteira de conversa e tinha que ser integralmente utilizada antes de ser recarregada, já que a carga incorreta poderia diminuir o tempo de funcionamento dela. E um detalhe importante: o Cádmio era tóxico.

 

Cordless-Phone-Battery-PackNíquel metal hidreto ou NiMH

Depois de quase duas décadas de pesquisa, uma revolução aconteceu: as baterias de níquel eram mais finas, mais leves, duravam mais em funcionamento, demoravam menos tempo para carregar, não precisavam ser utilizadas de modo a descarregar completamente e, o mais importante, não eram tóxicas.

 

lithium_ion_batteryLítio Íon (Li-Ion) e Lithium Íon Poly (Li-Poly)

Aqui houve uma real melhoria das baterias. As Li-Ion são quase 5 vezes mais eficiente, melhoraram consideravelmente de tamanho e peso, além de aumentar a capacidade de tempo de conversa. Elas ainda não sofrem efeito de carga ou “não viciam” como costumamos dizer. As baterias Li-Poly são melhores ainda: mais leves e mais finas que as Li-Ion e tem 40% mais de capacidade que as NiMH. O único problema é o preço elevado.

 

grafeno-pontoAs baterias do futuro

Existem muitos investimentos em materiais e tecnologias para que as baterias durem mais tempo. Um deles é a fabricação de Grafeno, material que veio para substituir o silício em alguns casos e promete uma bateria que carrega 1000 vezes mais rápido que as encontradas no mercado. Apesar de ser muito promissor, a fabricação dele ainda é muito cara e demorada.

Mas não se preocupe, existem empresas investindo em tecnologias mais viáveis, como é o caso da Dyson, produtora de eletrodomésticos, que acabou de investir no Sakti3, um start up que está trabalhando no desenvolvimento de baterias com maior densidade de energia e promete duas vezes mais duração de carga que as atuais. Você pode encontrar mais sobre essa ideia no site da MacMagazine.

Agora é só esperar que essas tecnologias apareçam no mercado o mais rápido possível.

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